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EVOLUÇÃO da ENERGIA SOLAR


A energia solar fotovoltaica vive um período de forte expansão em todo o mundo e já tem um peso considerável nas matrizes energéticas de muitos países, como Alemanha, Japão, China, Itália e Estados Unidos, que são líderes em sua utilização. Na Alemanha, por exemplo, 33% da energia elétrica consumida é oriunda de fontes renováveis, incluindo a solar e a eólica. No Brasil, onde o sol brilha praticamente o ano inteiro, o potencial dessa fonte é gigantesco e o país vem avançando em sua consolidação. Um passo importante foi dado no final de 2015, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revisou a Resolução 482/2012, ampliando as possibilidades da chamada micro e minigeração distribuída, ou seja, a energia produzida pelo próprio consumidor. Quando gera mais do que consome, ele ganha da distribuidora um crédito de energia que pode ser abatido da conta de luz dos meses seguintes ou de outro imóvel em seu nome, com o mesmo CPF.


O novo regulamento também passou a permitir que condomínios com instalação solar fotovoltaica distribuam a energia entre seus moradores e que as pessoas se unam em um consórcio ou cooperativa para instalar um sistema fotovoltaico que atenda a todos.


Essas medidas deram um impulso ao setor, que já vinha registrando crescimento desde 2012. “No final de 2014, tínhamos por volta de 425 sistemas instalados no Brasil. Chegamos ao final de 2015 com 1.786. Num ano em que a economia recuou mais de 3% no país, a micro e a minigeração distribuída solar fotovoltaica aumentaram mais de 300%” , informa Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Para 2016, ressalta, a expectativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é de um crescimento de 800%. Outros dois fatores têm contribuído fortemente para essa evolução, de acordo com Sauaia: o aumento da tarifa de energia, que subiu 50% (média nacional) somente no ano passado, e a redução do custo da instalação solar fotovoltaica, que vem caindo 5% ao ano desde a última década. “Nesse período, a tecnologia se tornou de 70% a 80% mais barata e irá ganhar cada vez mais competitividade em função de melhorias, ganho de eficiência e de escala”. Uma ferramenta estratégica para a expansão dessa fonte de energia, segundo o executivo da Absolar, é o fim da incidência de ICMS sobre a eletricidade produzida pelos micro e minigeradores. “Apenas sete estados ainda não aderiram ao Convênio ICMS 16/2015, do Conselho da Fazenda, que permite isentar o cidadão desse imposto, incentivando o investimento em energia renovável, por isso estamos motivando-os a não ficar de fora deste processo”.

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