MITOS    &   VERDADES

Há geração de energia mesmo em dia sem sol, chuvoso ou sob neblina.
A produção depende da irradiação solar.
A Alemanha, por exemplo, maior gerador
desse tipo de energia no mundo, tem um potencial de irradiação solar quase 5 vezes menor do que o Brasil.

Não confunda painel fotovoltaico (que converte a energia da luz em energia elétrica) com coletor solar (que usa o calor da luz para gerar aquecimento). Em todo o mundo, a geração solar é vista atualmente como a principal fonte de energia renovável.1

Uma casa média com consumo médio de 500 kWh/mês demandaria de 15 a 20 painéis de 240 Wp em uma cidade brasileira entre 100 e 300 mil habitantes. Porém, não é necessário gerar toda a eletricidade consumida com painéis solares fotovoltaicos.2 O total de 250 kWh/mês já é suficiente para o funcionamento de equipamentos eletroeletrônicos e lâmpadas.

A geração de energia solar tem ficado mais barata desde os anos 1980, quando se popularizou. Atualmente, calcula-se que um sistema suficiente para uma casa média custe entre R$ 25 e 32 mil, dependendo da região do País e do fornecedor. Um estudo da International Energy Agency (IEA) estima que entre 2007 e 2020 o custo do módulo fotovoltaico deve cair entre 15% e 22%.

A tecnologia evoluiu muito nos últimos anos. O material é mais resistente e a vida útil da placa é, em média, de 25 anos 3 . Além disso, a água da chuva se encarrega de limpar naturalmente a placa e manter a sua eficiência.

O retorno do investimento no painel solar vem antes do tempo médio de vida útil do equipamento.

 

Estima-se que uma instalação em uma residência de quatro pessoas se pague entre cinco e seis anos, com os ganhos obtidos com redução da conta de luz. Além disso:

1) A energia fotovoltaica gerada para autoconsumo já é competitiva com os preços da energia cobrados pelas distribuidoras brasileiras; 

2) A energia excedente pode ser enviada para a rede elétrica, gerando créditos na conta de luz.

Como é montado em partes, o sistema fotovoltaico pode ser transferido. Basta que um profissional especializado reformule o projeto, adequando às necessidades do novo local.

O consumidor que opta pela micro ou minigeração tem na verdade uma proteção contra falhas eventuais na distribuição da rede, pois ela oferece uma alternativa ao abastecimento. A energia solar, portanto, confere segurança energética ao consumidor.

O estímulo existe:

1) Desde 2012 a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite que o consumidor forneça a energia que sobra de seus painéis solares para o grid elétrico nacional e, assim, obter créditos na conta de luz (é o chamado “sistema de compensação”);

2) Em dezembro de 2015, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (Pro GD), que estende esse benefício para condomínios e consórcios de consumidores reunido; 

3) Desde abril de 2015, o Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) permite que os Estados brasileiros isentem a cobrança de ICMS sobre a energia gerada pelo consumidor.